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Petroleiros se mobilizam contra a política de preços da Petrobras

Quatro unidades tiveram atos na manhã desta sexta-feira (25). Eles também criticam privatizações de setores da estatal e defendem a soberania nacional

Petroleiros cruzaram os braços na manhã desta sexta no terminal de Guararema, em São Paulo
(Sindipetro-SP)

Como parte do calendário de atividades rumo a uma greve geral da categoria, o Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro-SP) iniciou mobilizações nas unidades da Petrobras. De acordo com o coordenador regional da entidade, Gustavo Marsaioli, a ideia é defender a soberania nacional e lutar contra as privatizações e a atual política de preços da estatal.

Ainda segundo Marsaioli, é preciso aproveitar o contexto atual com a paralisação dos caminhoneiros para chamar a atenção sobre o assunto. “O movimento dos caminhoneiros é fragmentado, com empresas, autônomos e associações. Eles estão tratando do preço do diesel, que tem impacto em tudo. Os petroleiros e outros sindicatos discutem a política de preço de combustível e a soberania do país. Nós, enquanto país, temos o pré-sal, que corresponde a 50% do abastecimento nacional, o que os caminhoneiros não sabem. A gente quer saber por que a variação do dólar tem que afetar no preço do combustível”, explica, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual.

O coordenador regional do Sindipetro-SP conta que há quatro terminais mobilizados nesta sexta-feira (25), além das ações em Guararema, interior de São Paulo. “Estão acontecendo também em Barueri, São Caetano e Guarulhos. Esse calendário faz parte da greve nacional, aprovada em assembleia. A nossa greve tem como pauta a política de preços da Petrobras e as privatizações das refinarias que estão sendo vendidas pelo Pedro Parente”, explica.

Atos de resistência em defesa da Petrobras e do pré-sal acontecem também no dia 7 de junho, data em que será realizada a quarta rodada de leilão de campos do pré-sal. O sindicalista alerta que o setor é complexo para uma paralisação geral, por isso as mobilizações anteriores são necessárias. “Há um calendário diferente. Para você parar uma refinaria é um processo difícil e perigoso, pois é preciso ter o controle de produção. Agora, vamos mover uma grande discussão para adiantar esse calendário por causa do atual cenário”, relata.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

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