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Moradores da Ocupação Morro dos Carrapatos são espancados e têm barracos incendiados em Londrina/PR

Fonte: Mídia Ninja

Por Gabriel Ruiz, com informações do coletivo LUTAS Assessoria Jurídica Universitária Popular – Londrina/PR

Foto: Sarah Gladys Toninato | Mídia NINJA

Homens armados espancaram dois moradores da ocupação Morro dos Carrapatos, em Londrina/PR, na madrugada do domingo, dia 18/2. Em um dos casos, o morador José Pereira de Brito teve fraturas na perna, costela e também afundamento de crânio.

Após as agressões, o morador foi colocado dentro de um saco de produtos recicláveis e passou a noite amarrado até que fosse encontrado pelos vizinhos. Além das agressões, dois barracos foram queimados e destruídos, como é possível ver nas fotos.

Foto: Sarah Gladys Toninato | Mídia NINJA

“Está todo mundo sem roupa aqui, só com a roupa do corpo, sem documento, sem nada. Falaram pra gente que quem não sair por bem, vai sair por mal”, relatou um dos moradores que reside há 8 anos na ocupação e não quis se identificar.

Os moradores e moradoras relatam também que os agressores vestiam máscaras, são todos homens e usavam carro com placa de Cambé, de uma empresa particular de segurança chamada Força Impactus Segurança.

Na manhã de sábado (17/02), o Ministério Público foi acionado para que tomasse medidas para garantir a segurança dos moradores da Ocupação.

Foto: Sarah Gladys Toninato | Mídia NINJA

A promotora da 4º Promotoria de Justiça, Sandra Regina Koch, estava de plantão no sábado e encaminhou ofício ao Comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar para que intensificasse o patrulhamento na área onde fica a Ocupação do Morro dos Carrapatos. Porém, o pedido de patrulhamento não foi atendido, tanto que a violência perversa dos agressores mascarados continuou.

Foto: Sarah Gladys Toninato | Mídia NINJA

Invisíveis e sem proteção, os moradores estão em pânico. Os agressores disseram que voltariam na madrugada da segunda-feira para destruir outro barraco, caso o local não fosse deixado. Na Ocupação moram crianças e pessoas com deficiência o que torna ainda mais grave a situação.

 

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