MTST

Especial da Mídia NINJA sobre Visibilidade Trans

Fonte: Mídia Ninja

Marcha pela visibilidades trans em Ipanema, Rio de Janeiro. Foto: Mídia NINJA

Nunca em nossa história tantas pessoas transexuais conquistaram espaços de poder e de fala, nas universidades, nas mídias, na militância. Essa é a opinião de quatro mulheres transexuais que foram exemplos da notoriedade que muitas pessoas trans atingiram inicialmente em pequenos círculos sociais e já conquistaram espaços nunca antes imaginados.

Veja no especial da Mídia NINJA o debate sobre a transexualidade sob o ponto de vista de quatro mulheres transexuais que você talvez não conheça, mas foram destaque no ano de 2017:

Maria Moraes

Foto: M4FEL

Ativista dos direitos humanos, artista de rua e atriz em Manaus (AM), é protagonista e roteirista do filme Maria, premiado em vários fóruns audiovisual. Em sua entrevista questiona o ‘transfake’ e reafirma: representatividade importa!

“O filme narra a minha estratégia de resistência à morte cívica que desumaniza o meu corpo travesti na cidade de Manaus, a partir dos olhares de Elen Linth e Riane Nascimento que acompanham meu agir e refletir enquanto performer, artista de rua e ativista dos direitos humanos”, conta Maria.

Importante símbolo de visibilidade, o prêmio como qualquer outro é um passo para o reconhecimento de artistas transexuais que encontram na arte e cultura uma forma de empregabilidade e valorização da identidade. Leia na íntegra.

Lua Stabile

Uma das poucas jovens transexuais a conquistarem a universidade, quiçá fora do Brasil. Lua Stabile também trabalhou na ONU e hoje mora no Reino Unido, onde estuda mestrado de estudos de gênero na Universidade de Birminghan.

Em sua entrevista ela conta que enfrentou duros confrontos para se formar com o nome social entre outras discriminações no meio acadêmico além de falar o quanto as mulheres cisgêneras têm muito a aprender com a luta das mulheres trans e vice-versa. Acredita em uma luta saudável em que todas as mulheres possam co-existir na luta contra o machismo.

Rosa Luz

 

“As redes sociais salvaram minha vida”, conta Rosa Luz em entrevista à NINJA

 

Cantora de rap em Brasília (DF), estudante de Teoria, Crítica e História da Arte pela Universidade de Brasília, Rosa Luz é hoje o que muitos consideram uma digital influencer.

Além da entrevista, Rosa também escreveu uma coluna para a Mídia NINJA, texto que levou um ano para terminar. Entenda por quê.

Leandrinha Du Art

Ativista de Passos (MG) pelos direitos das pessoas com necessidades especiais. “Agora eles param para nos ouvir”, conta Leandrinha Du Art, transexual, cadeirante, umas das personalidades trans que ganharam visibilidade nas mídias sociais. Ela nos fala sobre respeito e por que acredita ter atingido o milhão de visualizações em tão pouco tempo.


RADAR

Também separamos conteúdos que vimos por aí ou que produzimos e que podem chamar a sua atenção! Confira.

Como chupar um homem trans

Transar com homens trans. Você que pensa que sabe tudo sobre sexo, reveja seus conceitos. As curiosidades do sexo com homens transexuais, sob o ponto de vista de Leonardo Tenório.

Coletivos pedem fim do ‘transfake’: saiba o que é isso — Ponte Jornalismo

O termo transfake se refere à prática de atores cisgêneros (pessoas que se reconhecem no gênero de nascimento) interpretarem personagens trans e travestis (pessoas que não se identificam com o gênero de nascimento) e remete ao blackface.

Travesti ou transexual? —Giulianna Nonato

Eu posso começar respondendo que não é bagunça. Travesti, trans e transexual não são a mesma coisa, mas a diferença não é apenas subjetiva .Entenda as categorias identitárias no movimento LGBT brasileiro com Giulianna, Travesti futurista, comunista convicta.

Amara Moira organiza caravana para ver jogo de Tiffany

Tiffany de Abreu, primeira atleta transexual que conquistou o direito de atuar em uma equipe feminina do vôlei brasileiro. Apesar da negatividade direcionada a ela, segue sendo uma das melhores pontuadoras, e reúne cada vez mais fãs que organizaram inclusive uma “caravana trans” para assistir partida entre o Vôlei Bauru, equipe de Tiffany, e vôlei Nestlé/Osasco, na cidade de mesmo nome, em São Paulo.

Mapa da violência trans: 179 pessoas trans foram assassinadas em 2017 — Esquerda Diário

Vidas trans importam. 2017 foi o pior ano nos indicadores de violência contra pessoas transexuais no Brasil. Foram 179 assassinatos, contando somente os dados registrados pelo Estado. Isso significa uma morte a cada 48h. A pesquisa foi feita pela ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais).

Entenda os gêneros não binários

Homem ou mulher? O pensamento binário em relação a questões de gênero está cada vez mais em decadência. Quer entender um pouco mais sobre nossa pluralidade? Saca essa informação.

Professora Trans ensina Inglês com batidas de Funk — Mídia NINJA

Língua Inglesa, Pedagogia e Teatro: A professora Sara York tem ganhado visibilidade nas redes sociais por seus vídeos nas escolas do interior do Rio de Janeiro.

Mulheres católicas lançam nota em defesa da visibilidade trans

O grupo Católicas Pelo Direito de Decidir, que defende dentro da comunidade cristã valores progressistas e feministas, tendo inclusive um amplo debate pela descriminalização do aborto, publicou hoje, dia nacional da visibilidade trans, uma nota que pede o fim do fundamentalismo transfóbico.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

CAPTCHA