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Direita no poder na Argentina | Macri anuncia pacote de austeridade e diz que pobreza ‘vai aumentar’

Em vídeo gravado na sede do governo argentino, mandatário admitiu que país vive “uma crise” e anunciou que reduzirá seus ministérios “para menos da metade”

“Governar um país é difícil”, disse Macri | Reprodução

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta segunda-feira (03/09) uma série de medidas de austeridade para o país, que inclui redução de ministérios e novos impostos. Segundo o presidente, a pobreza no país “vai aumentar”.

A decisão vem em meio à crise financeira que derrubou o valor do peso e levou o país a recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para um empréstimo de 50 bilhões de dólares.

Em vídeo gravado na sede do governo argentino, Macri admitiu que o país vive “uma crise” e anunciou que reduzirá seus ministérios “para menos da metade”.

“Os governos têm diferentes momentos que requerem equipes diferentes. Decidi compactar mais minha equipe e poder dar uma resposta mais focada na agenda que virá”, disse.

O presidente ainda anunciou um novo imposto sobre exportações. Segundo a agência Reuters, o novo tributo taxará, até o final de 2020, em 4 pesos argentinos por dólar os produtos primários, como matérias-primas, e em 3 pesos por dólar os demais produtos.

Macri afirmou que “esse é um imposto ruim, muito ruim, mas tenho que pedir que entendam que é uma emergência”.

A respeito do empréstimo de 50 bilhões de dólares que o país pediu junto ao FMI, Macri defendeu a estratégia do governo, mas afirmou que, em vista das variações do câmbio, o plano será revisto.

Após afirmar que a “pobreza vai aumentar” no país, o mandatário responsabilizou o governo anterior e o cenário internacional pela crise financeira que a Argentina enfrenta. Macri disse que “governar um país é difícil” e que “esses foram os cinco piores meses da minha vida”.

Crise

Na última quinta-feira (30/08), após assistir o dólar disparar e chegar a ser vendido ao valor recorde de 40 pesos, o governo decidiu elevar a taxa básica de juros de 45% para 60% ao ano.

A decisão configurou uma tentativa de segurar a alta da moeda norte-americana e foi a quarta vez que o Banco Central da Argentina (BCRA) elevou a taxa de juros do país desde o mês de junho.

As medidas se tornaram mais um episódio da crise econômica que atravessa o governo do presidente Mauricio Macri.

Segundo dados do próprio BCRA, o dólar se valorizou quase 100% em um ano. No fim de agosto de 2017, a moeda norte-americana estava a 17.66 pesos.

A expectativa do governo, no início do ano, era de uma taxa de inflação de 15% em 2018. No entanto, o índice subiu a 20% no meio do semestre e, recentemente, a previsão chegou a 30%.

 

 

Fonte: Opera Mundi

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