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1º Ato contra o aumento da tarifa de Doria e Alckmin reúne milhares em São Paulo

Uma multidão marchou pelas ruas do centro de São Paulo nesta quinta-feira, 11 de janeiro, mesmo sob a ameaça da chuva que lavou a cidade durante a tarde, em protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trens — em vigor desde o dia 7 de janeiro. O Movimento Passe Livre estimou em 20 mil pessoas presentes no ato, que saiu do Theatro Municipal às 18h, passou pelo Terminal Parque Dom Pedro, até ser encerrado no Largo da Concórdia, região do Brás.

A SP Sem Medo, reunião dos bairros organizados da Frente Povo Sem Medo da capital paulista, fez-se presente, assim como dezenas de coletivos e partidos que representaram a ampla diversidade da Esquerda brasileira, além de dezenas de anarquistas e militantes autônomos. O clima de combatividade por parte dos manifestantes contrastava com a tensão presente nos rostos dos mais de 400 policiais militares, guardas municipais e integrantes do Choque, sempre prontos para o confronto.

De tantas ameaças, a confusão aconteceu já após o encerramento formal do protesto, por volta das 21h. As forças de segurança decidiram, de maneira autocrática e sem explicação, fechar todos os acessos à estação Brás de metrô e CPTM, inviabilizando o único meio de transporte para a volta de milhares.

Para sacramentar o serviço, a Polícia Militar de São Paulo distribuiu bombas de efeito moral e balas de borracha até dispersar os manifestantes. Os mais combativos revidaram com pedras e garrafas, com o que tinham em mãos. Um policial teve um corte no supercílio — um prato cheio para os jornalistas e fotógrafos da grande mídia, comprometidos em criminalizar o movimento e sua luta.

Ao final da noite, na página oficial do evento no Facebook, choviam denúncias de enquadros e abordagens violentas por parte da polícia pelas ruas da região central. Em quase todas as estações próximas, a PM reprimiu jovens que voltavam do ato. O portal R7 chegou a denunciar PMs que haviam removido suas identificações das fardas.

A Ponte Jornalismo relata que até mesmo pessoas que passavam na rua durante o confronto foram feridas por balas e estilhaços de bombas atiradas pelos policiais. Outros manifestantes foram ameaçados de morte.

Aumento “suportável” será contestado na casa do prefeito playboy

A tarifa subiu de R$3,80 para R$4 — um aumento “suportável” nas palavras do prefeito João Doria (PSDB), notório milionário, morador dos Jardins (metro quadrado mais caro de São Paulo) e usuário assíduo de helicópteros particulares. O mandatário ainda havia prometido, por duas vezes durante a sua campanha, não aumentar o preço dos ônibus.

O Movimento Passe Livre convoca todxs para o Segundo Grande Ato Contra o Aumento, dessa vez em frente à casa de Doria, na próxima quarta-feira, dia 17.

One comment

  • severino

    Infelizmente por motivo de trabalho nao pude ir, mas apoio totalmente e acho muito importante, tudo aumenta mas o salário continua de miséria se continuar do jeito que está teremos que trabalhar para pagar passagem e se der comprar comida. Estamos juntos companheirada.

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