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Ocupações Marielles se juntam em protesto e saem com garantia de negociação por terrenos

As famílias da Ocupação Marielle Franco, na região do Grajaú, e da Ocupação Marielle Vive, em Pirituba, estiveram unidas num grante ato nesta quinta-feira, 30, no centro de São Paulo. Vindas das zonas sul e norte, as ocupações marcharam da Praça da Sé até a Secretaria de Habitação para cobrar providências do poder público para a futura conquista de locais para a construção de moradias populares. Após uma comissão ser recebida, a Prefeitura Municipal se comprometeu em reunir-se, na próxima segunda-feira, 3 de setembro, com o MTST e proprietários de terrenos interessados em negociar.

O ato teve início por volta das 15 horas, sob sol forte e com grande adesão daqueles e daquelas que ocupam, já há 4 meses, terrenos até então ociosos nos extremos da capital paulista. Tanto Marielle Franco como Marielle Vive resistem desde o dia 28 de abril deste ano, quando o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto se organizou para ocupar as duas propriedades abandonadas há décadas por seus donos, sem que suas áreas cumpram qualquer tipo de função social — em desacordo com a própria Constituição Federal.

Desde então, as Marielles crescem e resistem, seja no dia a dia, com inúmeras atividades culturais, educacionais ou de saúde popular, seja em protestos periódicos cobrando a ação dos órgãos responsáveis por garantir o direito à moradia digna.

“Agora ainda não é a vitória decisiva; a vitória decisiva é entrar no apartamento. Mas um passo importante foi dado”

Na manifestação desta quinta, o centro da cidade parou para assistir uma marcha de luta, que fez ecoar seus gritos e cantos sem um minuto de descanso sequer. Logo que chegou à Secretaria Municipal de Habitação, uma comissão de representantes do MTST e de diversos G’s das ocupações subiu para uma reunião com o Secretário Adjunto do órgão, Aloísio Barbosa Pinheiro. Após o encontro, Aloísio e os coordenadores das Marielles discursaram em assembleia, garantindo que resultados práticos para as famílias que lutam por sua moradia estão sendo encaminhados.

 

Na próxima segunda-feira, às 16 horas, na própria Secretaria de Habitação, ocorrerá novo encontro, desta vez com o proprietário de um terreno no entorno da Ocupação Marielle Franco interessado em negociar sua área para a construção de habitações populares. “É um grande avanço, um avanço extraordinário: faz muito tempo que a gente tá batendo pé, são 4 meses de luta. Agora ainda não é a vitória decisiva; a vitória decisiva é entrar no apartamento. Mas um passo importante foi dado”, explicou Gabriel Simeoni, coordenador da Marielle do sul.

Já sobre a Marielle do norte, a Prefeitura de São Paulo garantiu que encaminhará outros terrenos nas imediações da ocupação, trazendo proprietários para conversar com o poder público, o MTST e seus representantes, também na reunião agendada para a segunda, dia 3. Até lá, a batalha continua.

MTST, A LUTA É PRA VALER!

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