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Nota do MTST sobre os 5 detidos nos protestos em SP, no dia 24 de janeiro

 

No último dia 24 de janeiro a policia militar do Estado de São Paulo prendeu cinco jovens, todos pobres e periféricos, que se manifestavam contra a condenação de Lula. O delegado alega haver crime de tentativa de incêndio, porque supostamente os jovens desejavam interditar uma via por meio da queima de pneus. Nenhum pneu foi queimado, nenhuma via interditada, mas mesmo assim os cinco jovens foram presos.

A perigosa ginástica jurídica que vem sendo feita pelo judiciário para transformar convicção em prova e ilações em certezas para a desconstrução de Lula é feita há tempos para a repressão dos pobres e a criminalização dos movimentos sociais.

Desses jovens, quatro foram liberados após pagarem quase 4 mil reais de fiança e passarem três noites nas deploráveis instalações do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros. O quinto jovem, porém, único negro, permanece preso por tempo indeterminado, pois o juiz entendeu que, por já ter passado pelo sistema penal antes de participar dos protestos, deveria sofrer mais, permanecendo preso.

O golpe no Brasil encontra-se em fase de consumação. Lutar por democracia, por direitos sociais, pelo respeito à Constituição não é crime. Movimento social não pode ser criminalizado. Precisamos lutar cada vez mais para que possamos manter o pouco de voz que nos resta. Precisamos seguir lutando contra os abusos de autoridade, contra a perseguição implacável a quem busca justiça social; contra a prisão da população negra e periférica. Seguir lutando, esta é a resposta contra a onda neofacista que estamos vivendo.

MTST, A LUTA É PRA VALER

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