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Após dois anos de luta, MTST e comunidade da Cidade de Madeira derrubam reintegração

No dia 7 de julho de 2016, moradores da Cidade de Madeira, localizada no Jardim Copa, próxima ao Hospital do M’Boi Mirim, recorreram ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. A comunidade, estabelecida há mais de uma década, tentava barrar uma liminar de reintegração de posse, agendada para dali a 15 dias. Foi quando o MTST e seus representantes começaram a ajudar a virar o jogo.

Clayton Veloso, coordenador estadual do MTST, se lembra bem daquele dia. “Nós nos apresentamos, fizemos uma assembleia e mostramos o trabalho do movimento. O MTST só entra onde nos cabe, e a comunidade aceitou nossa entrada para, juntos, travarmos uma luta que estava próxima de uma derrota muito grande”, se recorda. Em pouco tempo, uma comissão foi montada na comunidade e o trabalho se iniciou.

Os representantes foram até a Defensoria Pública e a SeHab (Secretaria de Habitação) — onde fizeram diversas reuniões e conquistaram mais tempo para negociar a permanência das famílias da Cidade de Madeira. “Nós travamos uma verdadeira batalha até a reintegração ser prorrogada. Com mais tempo, ganhamos forças e conseguimos um advogado do estado que se dedicou muito à luta daquelas famílias”, conta Clayton.

Logo ficou evidente que o proprietário original do terreno da Cidade de Madeira também era responsável por diversas infrações ambientais, como desmatamento irregular, em áreas anexas à propriedade, acima da comunidade. MTST, advogados e moradores denunciaram os crimes ao poder público, evidenciando o interesse do proprietário em arrendar uma área cada vez maior e lucrar com sua valorização fundiária.

Aos poucos, a pasta de Habitação se mostrou interessada em auxiliar as famílias e contribuir com a comunidade. Por longos um ano e 11 meses, a questão foi discutida na Justiça até o juiz responsável cancelar o pedido de reintegração de posse no último dia 9 de junho.

As boas novas para as pessoas da Cidade de Madeira motivaram uma grande celebração, que teve lugar neste domingo, 8 de julho, com direito a churrasco e muita satisfação pela vitória. “Eu vim agradecer ao MTST pela conquista que nós tivemos. Foi muita luta, muita batalha, mas Deus abençoou e hoje a gente tá comemorando”, relatou Regiane Fagundes, moradora do local há anos.

O coordenador Clayton deixa claro que, apesar da grande vitória, a luta não pára. “Hoje a comunidade está em festa, mais do que merecida. Vamos comemorar, mas já estamos trazendo melhorias pra comunidade, como a regularização de abastecimento de água e regularização fundiária na SeHab”, contou ao lado da companheira Malizabete, a Bete, que também foi de extrema importância na trajetória até a conquista e na aproximação de movimento e comunidade.

MTST, A LUTA É PRA VALER

 

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