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24 de janeiro: entre uma farsa judicial e a luta de um Povo Sem Medo

Rodovia Presidente Dutra – SP | Foto por MTST

Hoje, 24 de janeiro, o Brasil vive mais uma das faces de um golpe que se desenha como mais um atentado democrático e a favor de uma condenação sem provas que envergonha todo cenário jurídico nacional. No dia do julgamento dos recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula, no TRF-4, uma série de mobilizações e atos foram realizados em todos o país e só intensificaram a bandeira levantada nos últimos dias: o povo tem o direito de escolher e lutar por seus direitos sociais e políticos.

Sob esse cenário, a Frente Povo Sem Medo foi para as ruas em defesa da Democracia e contra essa perseguição que fazem com Lula e que, na verdade, representa um ataque a todos os trabalhadores e trabalhadoras deste país como forma de opressão, retirada de direitos sociais e, principalmente, manutenção de abismos que silenciem os mais humildes.

Mesmo aqueles e aquelas que discordaram de diversas medidas tomadas ao longo dos anos de presidência de Lula — e, posteriormente, de Dilma — se posicionam pelo direito constitucional de sua candidatura, contra o que se configura um claro flagrante de abuso do poder judiciário.

Fortaleza-CE | Foto por MTST

O povo precisa cada vez mais mostrar sua força e união e não somente com suas ações de debate e construções sociais coletivas, mas também, fazendo a sua luta, parando rodovias e mostrando a uma elite que planeja cada vez mais lançar seus tentáculos dominadores como forma de ampliação de suas fortunas.

Marginal Pinheiros, próximo a Ponte do Socorro – SP | Foto por Mídia Ninja

Durante todo o período do julgamento, iniciado pela manhã, as ruas foram ganhando corpo, cor e, principalmente, vozes de indignação e resistência. Em São Paulo, a Povo Sem Medo reforçou a razão de seu nome quando trabalhadores e trabalhadoras fecharam diversos pontos da cidade, inclusive a Rodovia Presidente Dutra, provocando um congestionamento que se estendeu ao longo da tarde. O povo já demonstra que não aceitará essa farsa judicial e que a luta vai além de defender ou não Lula, mas exigir um estado de direito pleno em que todos possam, realmente, confiar na justiça.

Rodovia Régis Bittencourt | Foto por MTST

Quanto mais o julgamento se desenvolvia, sempre pautado em indícios e sem concreticidade de provas materiais, mais as ruas se desenhavam como espaço de defesa do país. Todo esse quadro produziu ainda mais força para que, após as paralisações, as pessoas repensem o quanto é importante somar nesta luta e venham ocupar seus espaços de direito.

Com o previsível final de manutenção de um julgamento político, com unanimidade pela condenação, houve o pedido para que a pena fosse ampliada para 12 anos e 1 mês de prisão. Ainda cabe recurso, porém, o estopim foi acionado e o ato programado para o final do dia, na capital paulistana, Praça da República, se mostra como mais um palco onde a Esquerda brasileira e a Povo Sem Medo se superam!

Guilherme Boulos discursa na Praça da República – SP | Foto por Mídia Ninja

É preciso aprofundar a mobilização na sociedade numa forma de reescrever nossa história e, conforme dito pelo educador Paulo Freire: “as marchas históricas revelam o ímpeto da vontade de mudar o mundo”.

Avante, Povo Sem Medo! As ruas são nossas! São do Povo!

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