A jornalista e fundadora da Associação AmoaLuz, Paula Ribas, acredita o projeto urbanístico não contempla a questão social do bairro. “O plano da prefeitura, na sua origem, não tem um planejamento para tratar a questão do crack nem para lidar com as questões sociais do bairro. É por isso que existe uma resistência por parte dos movimentos. Além disso, acreditamos que está acontecendo uma especulação imobiliária. Apesar da Justiça de São Paulo ter suspendido o projeto urbanístico na Nova Luz, nunca sabemos quando a liminar será derrubada”, comenta. “O projeto da prefeitura contempla o futuro morador da Nova Luz, mas expulsa quem mora lá. Quem comprar os terrenos e imóveis a preço de cracolândia e vender a preço de Nova Luz”, completa.
Documentário
Paula Ribas participou do documentário ‘Luz’, feito pela equipe espanhola Left Hand Rotation, ao lado da arquiteta e urbanista Simone Gatti e da urbanista, professora e relatora especial da ONU para direito à moradia, Raquel Rolnik. Assista: http://vimeo.com/32513151
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo divulgou nesta quarta-feira (1) o posicionamento da entidade sobre a ação na Cracolândia, defendendo a adoção imediata de ações sincronizadas entre as áreas da saúde, assistência social e justiça. “O uso de crack e outras substâncias químicas de ação psicotrópica é um transtorno mental passível de tratamento que depende de procedimentos integrados, médicos e humanitários. Não pode, assim, ser reduzido a uma ação policial intempestiva, que trata todos os cidadãos doentes como criminosos”, afirma em nota. O conselho ainda rechaça o que chama de “voluntarismo terapêutico e higienista”.
Documentário
Paula Ribas participou do documentário ‘Luz’, feito pela equipe espanhola Left Hand Rotation, ao lado da arquiteta e urbanista Simone Gatti e da urbanista, professora e relatora especial da ONU para direito à moradia, Raquel Rolnik. Assista: http://vimeo.com/32513151
Política de higienização
“Sob uma suposta boa intenção de resolver o problema do tráfico de drogas ou de viciados em crack, o que está acontecendo é uma política de ‘higienização’, estão expulsando as famílias pobres que vivem no centro. Acreditamos que o projeto precisa incluir habitações populares no centro da cidade, onde centenas de prédios estão abandonados. Os pobres podem e devem morar no centro”, comenta o membro da coordenação nacional do MTST Guilherme Boulos.O Conselho Regional de Medicina de São Paulo divulgou nesta quarta-feira (1) o posicionamento da entidade sobre a ação na Cracolândia, defendendo a adoção imediata de ações sincronizadas entre as áreas da saúde, assistência social e justiça. “O uso de crack e outras substâncias químicas de ação psicotrópica é um transtorno mental passível de tratamento que depende de procedimentos integrados, médicos e humanitários. Não pode, assim, ser reduzido a uma ação policial intempestiva, que trata todos os cidadãos doentes como criminosos”, afirma em nota. O conselho ainda rechaça o que chama de “voluntarismo terapêutico e higienista”.

