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Em audiência pública, secretário de Doria é colocado na parede sobre fechamento de unidades de saúde

Em audiência pública lotada realizada na terça-feira, dia 27 de março, a pedido do Ministério Público de São Paulo, a sociedade pôde enfim cobrar um posicionamento da gestão Doria sobre o fechamento de mais de 100 AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) e UBS (Unidade Básica de Saúde). A pressão popular foi levada a cabo pela população organizada, mandatos populares como o da vereadora Juliana Cardoso (PT) e, também, pela Brigada de Saúde do MTST.

Na mesa montada pelo Ministério Público a pedido da promotora Dora Martins, representantes da sociedade civil, entidades de classe, conselheiros da saúde no município e outros órgãos do setor da saúde, além, é claro, de membros da prefeitura de São Paulo

A promotora Dora Martins começou lembrando de todos os inquéritos abertos recentemente contra a medida de fechamento, além de apontar os gastos exorbitantes (mais de R$ 500 milhões) da prefeitura com programas de troca de asfalto. O valor milionário investido em asfalto para veículos foi contrastado com a alegação de falta de verba para a saúde.

O secretário de saúde Wilson Pollara e o seu chefe de gabinete, Daniel Simões, foram cobrados sobre o encerramento das unidades de atendimento e seu consequente impacto sobre a saúde dos paulistanos e paulistanas. Questionado, Pollara afirmou que AMA e UBS não são financiadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ainda que tenham sido criadas sob a gestão José Serra (PSDB), e que o foco agora seria a ampliação da “estratégia de saúde da família”.

Como resultado do encontro, ficou definido que nos próximos dias será apresentado o estudo da chamada “reestruturação” dos equipamentos que devem ser fechados pela gestão Doria, além do seu impacto. Uma comissão também deve acompanhar as medidas.

 

Mais informações na matéria da Rede Brasil Atual.

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